X Jornadas Pedagógicas

Agrupamento Morgado de Mateus | Agrupamento Miguel Torga

A Avaliação Pedagógica na Escola do Século XXI

AVALIAR COMPETÊNCIAS SOCIOEMOCIONAIS EM CONTEXTO ESCOLAR

Atividade 1

Em equipa desenhe a sua escola (com os recursos que tiver à disposição no momento) e escrevam, no vosso desenho, as 5 principais características socioemocionais que representam o espírito da sua escola para o seu grupo. Escolham um/a representante para apresentar o vosso trabalho no grande grupo (em 2 minutos).

Enviem por favor para o telemóvel +351 924 290 645 (por Whatsapp) a foto do vosso grupo para incluirmos na apresentação final.

Atividade 2

Assistam o vídeo ao lado:

Em conjunto (no vosso grupo), façam um breve debate sobre o tema: “De que forma as emoções se fazem presentes no meu dia-a-dia em sala de aula?” e anotem as vossas conclusões em 3 tópicos principais. Escolham um/a representante para apresentar as conclusões do vosso trabalho no grande grupo (em 5 minutos).

Enviem por favor para o telemóvel +351 924 290 645 (por Whatsapp) as conclusões do vosso grupo para incluirmos na apresentação final.

Atividade 3

Em grupo leiam os textos disponíveis abaixo para consulta, análise crítica e reflexão conjunta.
Façam um breve debate sobre o tema e respondam em tópicos às seguintes questões:
Como avaliar competências socioemocionais em sala de aula?
Porque avaliar competências socioemocionais em sala de aula?

Enviem por favor para o telemóvel +351 924 290 645 (por Whatsapp) as respostas do vosso grupo para incluirmos na apresentação final.

Texto 1

Como superar dilemas para avaliar competências socioemocionais

Como avaliar o desenvolvimento de competências socioemocionais? Essa tarefa tem sido um desafio para educadores, escolas e até mesmo sistemas educacionais. Para o psicólogo e escritor norte-americano Daniel Goleman, isso acontece porque o modelo utilizado para medir habilidades de matemática, ciências ou idiomas é muito diferente do que deve ser adotado para inteligência emocional. “Precisamos de várias abordagens de avaliação”, destaca o autor do best-seller “Inteligência Emocional”, ao defender que esse processo seja composto por múltiplos métodos e olhares.
Goleman trouxe reflexões sobre alguns dos principais dilemas que envolvem o desenvolvimento e a avaliação de competências socioemocionais em estudantes. O primeiro deles é de que apesar de ser desejável ter um perfil de comportamento, pontos fortes e limitações dos estudantes, é muito arriscado atribuir uma nota ou criar um tipo de boletim para mensurar esse avanço. “Eu acho que isso vai contra um dos princípios básicos da educação socioemocional, que é uma aprendizagem em que os alunos sempre podem melhorar em qualquer aspecto”, diz.
O psicólogo e escritor norte-americano afirma que os estudantes estão em uma curva crescente de aprendizagem, portanto não é possível avaliar o desenvolvimento de competências socioemocionais com uma foto estática. “Se você avalia matemática, você dá uma prova para ver como o aluno se sai em uma divisão, em multiplicação ou em uma atividade de geometria. Se você está avaliando capacidades sociais ou emocionais, tem que que fazer perguntas do tipo: Esse aluno é gentil? Ele tem empatia? Ele está antenado com os outros alunos? Ele consegue controlar seus próprios impulsos? Ele se comporta bem? São séries bem diferentes de perguntas”, contrapõe Goleman.
Mas não basta apenas fazer perguntas diferentes, também é preciso adotar estratégias diferentes de avaliação. Para isso, ele sugere que sejam incorporados métodos que considerem múltiplas perspectivas de uma mesma pessoa, já que as crianças tendem a se comportar de formas diferentes quando estão com os professores, com os pais ou com os colegas. “Com adultos em uma empresa, você perguntaria para os outros como eles avaliam aquela pessoa. Talvez esse seja um modelo que também possa ser utilizado nas escolas. O professor tem um sentido, mas os outros alunos têm uma visão diferente de como aquele aluno se comporta ou lida com as suas emoções”, exemplifica.
Se por um lado a avaliação 360 graus pode ser uma estratégia preciosa para o processo de avaliação de competências, por outro, o psicólogo também questiona a eficiência da autoavaliação. “Quando trabalhamos com adultos, vemos que as pessoas que mais precisam se desenvolver, normalmente se veem como as mais perfeitas. Acho que isso tem a ver com a natureza humana, nós não vemos as coisas que não dominamos muito bem”, observa.
Outro cuidado que os educadores devem ter quando avaliam o desenvolvimento de competências é a forma como eles vão comunicar isso aos estudantes. “Para ser sincero, eu não sei nem se eu mostraria isso para as crianças. Eu acho que isso é para os professores e para os pais”, defende Goleman, ao explicar que o cérebro e o comportamento das crianças ainda se transforma muito até os 20 anos. “Entre 5 e 7 anos, há uma grande mudança na capacidade das crianças de controlar o impulso emocional. Se você fala para uma criança de 5 anos que ela não é muito boa nisso, com 8 anos ela pode ser muito boa. Não queremos que as crianças tenham um autodefinição de que sempre vão ser impulsivas”, diz.
(…)
Para Goleman, a educação socioemocional também pode atuar na prevenção do suicídio, mas é importante que ela seja capaz de ajudar os estudantes a adotarem uma nova mentalidade. “Uma das ferramentas mais poderosas tem sido fazer as pessoas questionarem seu próprio pensamento”, sugere. Nesse processo, ele exemplifica que é diferente um aluno falar eu não sabe nada de matemática ou que não tirou uma boa nota, mas sabe que pode estudar para melhorar.
A mudança de mentalidade, no entanto, não tem a ver com o pensamento positivo. “Qual é a realidade desse aluno? Se for uma realidade negativa, de que ele não tem amigos e só tira notas ruins na escola, pensar sobre coisas positivas vai ser algo vazio. Acho que é melhor dizer: bom, vamos ver aonde você pode melhorar?”, indica Goleman.
Fonte: Porvir

Texto 2

Como avaliar as competências socioemocionais na escola?

Diferente de outros aprendizados, uma simples prova não é capaz de medir o desenvolvimento das competências socioemocionais do aluno. Atividades detalhadas e observação atenta devem fazer parte da rotina.
Como avaliar a empatia de um estudante com os demais colegas de classe? Como entender se ele é emocionalmente resiliente? Como encontrar maneiras de medir a tolerância à frustração no dia a dia escolar? A implementação da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) trouxe as competências socioemocionais (CSE) integradas às Competências Gerais e, com isso, trouxeram um novo desafio à escola: desenvolver um conjunto de competências para além da área cognitiva e encontrar formas eficazes de acompanhar o seu desenvolvimento pelos estudantes.

Diferente de uma prova de Matemática, em que exercícios são capazes de avaliar se o aluno absorveu o assunto, as CSE merecem uma apuração mais detalhada e profunda. “No caso de avaliações de competências socioemocionais, uma das principais diferenças é a não repetição do que é avaliado ao longo do tempo e a variação do que é avaliado a depender de cada estudante e de seus objetivos individuais de desenvolvimento”, orienta Gisele Alves, psicóloga e gerente da especialidade de geração de evidências no Instituto Ayrton Senna. Além disso, combinar processos de avaliação (atividades, observação do dia a dia, questionários autoavaliativos) dá mais insumos para acompanhar o desenvolvimento dos alunos nesta área do que uma única forma de avaliação.
De acordo com Janaina Spolidorio, pedagoga, para que uma avaliação socioemocional por escrito ou mesmo uma autoavaliação seja sincera é preciso que a escola tenha um processo de desenvolvimento dessas competências. “Dificilmente o aluno irá ser sincero em suas primeiras avaliações, porque é difícil avaliar a si mesmo”, explica. “Uma maneira que costuma ter eficácia neste tipo de avaliação é fazê-la pedindo que o aluno mencione exemplos reais que aconteceram com ele”.
Mas não é apenas seu relato que pode ser fonte para a avaliação. A observação dos educadores da maneira como o estudante se coloca diante das diversas situações também pode dar insumos sobre a frequência que o aluno apresenta determinados comportamentos.

Célia Senna, diretora pedagógica da consultoria INovAÇÃO e do Centro de Formação de Educadores – “Mão na Massa”, comenta que o trabalho em grupo é uma atividade eficaz para medir algumas competências, principalmente se regras como divisão de grupo e atividades forem restabelecidas e façam com o que os alunos trabalhem outros aspectos. “Deixe que os estudantes montem os grupos da forma que eles desejarem. Peça para que eles escolham o líder, o cronometrista, o secretário… Nesse momento já é capaz de avaliar se ele está aberto a aceitar a opinião do outro sem tentar impor a sua opinião”, explica a profissional, que destaca que o maior erro dos professores é achar que uma única atividade é capaz de medir todas as competências socioemocionais. Ter clareza das competências que estão em jogo no desenvolvimento de uma atividade é fundamental. “Se você não sabe exatamente o que e como vai avaliar, certamente a avaliação será muito subjetiva e pouco eficaz”, orienta.

(…)

A observação é a melhor resposta
Para que a avaliação seja eficaz e genuína, a escola precisa apoiar os professores com formações que se aprofundem nas CSE e tenham repertório para desenvolverem atividades que possam expor o assunto da maneira correta em sala de aula. “É necessário possibilitar que os professores tenham contato com uma linguagem comum sobre esse tema, conheçam, compreendam e se apropriem dos conceitos relacionados”, defende Gisele. A gerente do Instituto Ayrton Senna também aponta que o mais importante nesse processo é buscar um caminho para que todas as competências socioemocionais sejam avaliadas de forma equilibrada. “Esse olhar possibilita que cada estudante se desenvolva plenamente e conforme suas necessidades e objetivos”, explica Gisele.
Há ainda outras atividades podem ser incluídas no dia a dia escolar e que podem dar insumos para o trabalho com as socioemocionais na escola, como discutir a conduta de um personagem de um filme, propor dinâmicas em grupos ou mesmo usar a literatura para despertar a reflexão sobre o tema. O importante é que o educador saiba o que está avaliando e anote todas suas observações para medir a evolução de cada estudante.
Aulas socioemocionais? De jeito nenhum!
Algumas escolas tentam incluir o desenvolvimento dessas competências como as fazem com as competências cognitivas: por meio de “aulas socioemocionais”. Porém, trabalhar as habilidades dessa forma é um erro. “O modelo tradicional de compartimentarizar todo o conhecimento adquirido pela humanidade no formato de disciplinas ainda impera nas escolas – apesar de ser bastante ultrapassado”, pontua Célia Senna. “Na verdade, todo o conhecimento é transdisciplinar e, mais precisamente as CSE não cabem no espaço de uma disciplina”, defende a especialista.
No ponto de vista curricular, Janaína comenta que “é bonito falar para os pais que se trabalha o emocional do aluno, porque há uma carência grande deste item do ponto de vista social, ainda mais com os avanços da tecnologia em nossas vidas”, porém colocar esse conhecimento dentro de uma caixinha não irá contribuir para o crescimento intelectual do estudante. Isso porque, diferente do ensino de história da II Guerra Mundial ou de trigonometria, não se desenvolve a empatia, por exemplo, a partir da explicação do que ela é. É a partir da vivência e dos exemplos que os estudantes vão se conscientizando de seus sentimentos e das relações interpessoais e aprendendo a ser mais empáticos na prática.
Fonte: Gestão Escolar

MISSÃO: PROMOVER A SAÚDE E DESENVOLVER COMPETÊNCIAS AJUSTADAS AO SÉCULO XXI QUE TRAGAM RESULTADOS PARA CADA PESSOA E ORGANIZAÇÃO.

Desde 2017 nós temos sido pioneiros em trazer para a área da saúde e bem-estar as melhores práticas utilizadas em Portugal, Estados Unidos, Inglaterra e Brasil. Na Dra. Danielle Capella acreditamos que o bem-estar e o alto desempenho andam de mãos dadas. Através do apoio personalizado, exclusivo, do reforço da aptidão mental e do foco nos resultados, libertamos o potencial pessoal e profissional de cada um.

Os nossos consultórios têm como Diretora Executiva a Dra. Danielle Capella – Psicóloga Clínica, Mestre em Estudos sobre as Mulheres, Coach, Expert em Inteligência Emocional e Gestão das Emoções, Investigadora e detentora de inúmeros prémios científicos nacionais e internacionais, em que destacamos com louvor o Prémio Europeu Special Tribute “Inovação e Boas Práticas com Foco na Humanidade” – Melhores Práticas na Área da Saúde, 2020.

A experiência profissional e técnica nos nossos consultórios conta com uma equipa de profissionais de diferentes áreas que atuam ao nível nacional e internacional, oferecendo uma abordagem única e exclusiva além de um acompanhamento bastante próximo para proporcionar mudança em escala – melhorando a resiliência, a adaptabilidade e a eficácia. Os resultados? Pessoas que vivem vidas mais significativas e vibrantes com maior clareza, propósito e paixão.

O QUE DIZEM DE NÓS

“É fantástico o trabalho que na Dra. Danielle Capella desenvolvem. Prepare-se para um trabalho intenso, duro mas que no final vai valer a pena. Na Dra. Danielle Capella encontramos aquelas pessoas que nos podem ajudar a sair de onde estamos mesmo que não saibamos (ainda) para onde ir.”

Dra. Danielle Capella - Acompanhamentos Psicoterapeuta e Psicologia Torres Vedras

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“Na Dra. Danielle Capella são pessoas extraordinárias, muito profissionais e ao mesmo tempo bastante próximas das pessoas. Ouvem e ajudam com muita empatia. Muito obrigado a todos/as.”

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